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dystopian dystopia

i'm hollow. i'm empty. i follow. i have plenty. of words left unspoken waiting once again to be broken. of tears going by, never to be seen and left to dry. of love ready to flourish longing for someone who can finally nourish it. properly. improperly. somberly. anomaly. i have faith. i have skepticism. i have hate. i have narcissism. i have a body. destroyed and unemployed, what what what? i'm such a paranoid. used and abused, yes yes yes! my soul has been bruised. that once was pure and obscure, come inside, come inside, would you like a tour? oh! what is that? a knife full a blood? is it mine? did i cause a flood? floodblood bloodflood (interference) oh yes, is it the heavens speaking? count me in that charade, i'm going early, dont wanna miss the full show of decayed. meat. dreams. oh! party! look, there's god himself! hi master of disappointment, am i fucking absolved now? i kind of have an appointment. life calls....

the world has plunged into anarchy, for love's dead and full of vanity

as i'm lying down on the sand of this taciturn beach i suddenly open my eyes and realize i'm dead. i look up at the moon and she looks back at me, she says i'm not alone and that she's there if i need her to be. the sky looks wonderful, illuminated by this big ball of hope. it might seem crazy, but it's been helping me cope. the sand feels warm and cold and sad.. i close my eyes again and my body starts to feel things. i feel like i'm flying with my non existing wings. maybe i should get out of this place.. i think it's making me go mad. i should.. but i don't. i feel safe in here and at home i sure won't. i see someone on the other side of the beach.. maybe i'm finally hallucinating.. it wouldn't be possible for them to be here, who is this person who's so fascinating? meanwhile i'm still here, lying and dying, crying and spying. i'm two meters away from the sea so i can't hear it very well, what is it saying? it sounds like ...

página de um diário repleto de mágoa

destrói-me e corrói-me e torna-me escravo, seu manipulador detentor daquilo a que chamo amor. prende-me a essas correntes a que chamas mãos, acende-me como uma vela que cedo o vento mata. deixa-me na escuridão sozinho e desprotegido, abusa de mim enquanto ouves o meu gemido. estou vulnerável e tu continuas a explorar-me, serei eu uma mina de ouro ou só um brinquedo da sociedade? preso e indefeso grito e choro sem parar, exteriormente estou apático, já nem consigo respirar. pareço um boneco inanimado sem vida e sem luz.. sirvo para ser usado, já ouço "truz truz!". venham, violadores de corpos sedentos e mortos! apressem-se antes que fiquem à espera do "um, dois, três, chegou a sua vez!". a era da escravatura é mais real do que nunca. olhas para mim e pensas "mas que fofura, que tal sugar-lhe a alma enquanto ela dura?". não tens permissão, não te digo sim nem não. como se isso te fosse parar.. afinal eu nem tenho razão, não é seu in...

arcaico sino prosaico

e a noite cai, silenciosa e tenebrosa. cai e sai e vai furiosa. os sinos tilintam e ninguém para. o desespero aumenta mas ninguém ampara. a dor. sinos desesperados tilintam cansados. repetem-se. tilintam tilintam, mas ninguém vê. ou observa... enerva. a noite cai reticente. espreita pelos ombros da gente que contente sente somente aquilo que quer. mente.. triste.. tristemente. os sinos estão gastos. velhos e enferrujados do uso constante e desgastante do aviso sussurrante da mensagem escondida à vista de todos. patriotas idiotas, se fosse para salvar a pátria todos corriam.. anedotas. o tempo passa e a noite espreita novamente. tilintar aqui, tilintar ali, tilintam que se fartam, tilintam como nunca vi. mas a gente não para. o desespero cresce e a ferida não sara. o som é tão alto.. e perfurante.. perturbador e decerto fulgurante. mas ninguém vê, ninguém para, ninguém observa, ninguém fala nada. (calem-se lá, não se cansem mais, olhem é pe...

i'm your doll

confess to me how pretty i am, how happy you are to have me in your arms once again. tell me. tell me i am the sun that makes your darkness disappear. tell me something that inspires you and that you know i wanna hear. say it once again. say i am the moon and that you're the sea. hear me begging you, hear me making you this plea. feed me with those gorgeous lies of yours, make me go crazy as you close all the other doors. tell me what i mean to you, tell me every little thing you know i want you to. go ahead and manipulate your surroundings, good luck afterwards with your so deserved findings. i'll he here waiting for you to discover me once again, my heart will be covered in dust but you will surely find your way in. im just the doll you stopped using when you found another one prettier than me.

inferno

queimo. queimo e dói. espero pelo dia a ver se alguém me constrói. estou sozinho, mas sinto-me rodeado de pessoas. estarei sozinho? ou apenas solitário? sozinho não estou. talvez seja ao contrário. elas vêm aos montes, as vozes. com elas vêm as pessoas. são imensas. não se calam. estão todas na minha mente, mas comigo não falam. será por isso que continuo solitário? não estou sozinho, porque tenho companhia. mas estou solitário, porque a minha alma está fria. as vozes não se cansam. têm tanto que falar... ignoram a minha presença e ignoram-me a mim. enquanto isso continuo a questionar-me: "quando é que tudo isto chegará ao fim?" por dentro estou destruído. as minhas forças esvanecem-se. a morte aproxima-se e as minhas faculdades mentais esquecem-se. da vida. de tudo. o brilho apagou-se, agora vivo no escuro. continuo a arder. dor interminável e intransigente. a minha alma está fria, mas o meu corpo está quente. porque arde. porque de dentro nasce uma chama, não de dor, mas si...

pequenez terrena

quem sou eu aos olhos do mundo? quem sou eu face ao infinito, à grandeza, ao desconhecido? quem sou eu aos olhos de quem me vê? quem sou eu face ao mistério descomedido? oh!... ninguém! serei ninguém ou serei alguém? alguém serei mas quem não sei. quem somos nós, simples micróbios perturbados? quem são vocês, vulgares parasitas descontrolados? ah!... tantas questões! tantas questões e incontroláveis ilusões! ---------------------------------------------- berros estridentes que se tentam fazer ouvir, mentes diluídas que se recusam a intervir. aspirações oníricas cada vez mais angustiantes, berros estridentes cada mais sufocantes. ---------------------------------------------- mas que raiva! que raiva ser tão pequeno! falem seus parasitas, ajam seus sedentários! quem são vocês e o que fazem aqui? digam alguma coisa, o que querem daqui? oh! que desgraça humana e mortal! que delírio cínico e fatal! somos todos pequenos e insignificantes, mas vós sois pequenos e desestruturantes! e eu? quem...